Histórias de fracassos: empresas que não inovaram e ficaram para trás


Não basta ser líder de mercado. Não é suficiente sequer ter surgido por uma disrupção que transformou o mercado. Exemplos de empresas que não inovaram são muitos e servem para provar que se reinventar é preciso.

Listamos sete casos que marcaram a história, seja porque causaram a falência, ou por ter tirardo todo o protagonismo de gigantes.


Fuja do mito do laboratório de inovação!


Atari

Consegue imaginar uma empresa do Vale do Silício sendo engolida por não inovar? Pois a história da Atari mostra que isso não só é possível como já aconteceu. Fundada em 1972 por Nolan Bushnell e Ted Dabney, a empresa teve seu primeiro sucesso com o Pong, jogo para fliperama.

Mas o grande salto foi o Atari 2600, primeiro cosole a fazer sucesso mundialmente. O mercado estava aquecido, a empresa liderava, aí veio a Nintendo. Calma, a japonesa queria apenas uma parceria. Com o Famicom em alta no oriente, queriam ajuda dos americanos para entrar no mercado ocidental.

Não houve acordo e em 1985 o Nintendo Entertainment System foi lançado. O novo videogame ganhou os consumidores por ser mais potente e não ter um incontável números de jogos ruins (sim, a Atari chegou a enterrar cartuchos, diz a lenda).

A Atari ficou para trás, mesmo após diversas tentativas de retorno como o Lynx (superado pelo Game Boy) ou o Jaguar, este concorrente do Nintendo 64 e do Play Station. Com isso as divisões foram vendidas e, em 2001, a Infogames comprou a marca. Focada no desenvolvimento de games, o grande sucesso desde então é a série Civilization.

Blackberry

A primeira experiência de acesso à internet por um celular de muitos foi em um Blackberry. Ou no mínimo em um aparelho inspirado no sucesso da RIM. Mais uma companhia que inovou para ganhar destaque mas ficou para trás por não seguir evoluindo.

Quando Steve Jobs lançou o primeiro iPhone, lá em 2007, a empresa canadense duvidou do poder da tela touchscreen. Mas não foi só isso. Além de por fé no teclado físico, a Blackberry acreditava na segurança que seus aparelhos traziam para os e-mails corporativos.

Em quatro anos a RIM perdeu 70% do seu valor e ainda amargou outra derrota. Em 2010 a empresa lançou o PlayBook, tablet que pretendia atender quem necessitava do gadget para trabalhar. Porém, um sistema operacional ruim e que não apresentava sequer um app de e-mail (!) marcaram mais um fracasso.

Atualmente a empresa segue na tentativa de se reerguer. Apesar de ter criado o mercado dos smartphones, ainda está longe dos líderes atuais, Apple, Google e Samsung.

Blockbuster

Esse é um dos mais famosos casos de empresas que não inovaram. A companhia tinha um modelo de negócios pronto para morrer: o aluguel de DVDs e Blu-ray. E não, a Netflix não foi a única ameaça. A internet e a TV a cabo já batiam com força na Blockbuster antes do streaming de filmes.

Consumidores já preferiam baixar (mesmo que ilegalmente) os filmes e séries a alugar em uma locadora. As empresas de TV a cabo ofereciam os títulos cada vez mais rápido. E aí, em 2000, a Netflix foi oferecida para a Blockbuster. A recusa foi a pá de cal na gigante.

Ainda um delivery de DVD, a Netflix enxergou a oportunidade, criou uma plataforma de streaming e ganhou o mercado. Criou um novo mercado e enterrou o modelo anterior. Pobre Blockbuster.


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Borders Group

Essa talvez seja uma empresa pouco conhecida no Brasil, mas a sua “assassina” é bem famosa. Quando a Amazon ganhou o mercado de livros com o seu catálogo completo e o serviço de e-books, até então novidade, a Borders Group era a segunda maior rede dos Estados Unidos.

A empresa não investiu no online e muito menos nos e-books. Foi superada e declarou falência em 2011. Assim como a Blockbuster, os serviços de streaming também derrubaram a Borders Group, que não respondeu bem à queda das vendas das mídias como o DVD.

Kodak

Ainda no século 19 George Eastman inventou a fotografia amadora. Como? Foi a sua companhia, a Kodak, que desenvolveu o rolo de filme. Com o lema “Você aperta o botão e nós fazemos o resto”, já em 1889 a empresa criava um mercado que cresce até hoje, o das fotos.

A história inovadora da Kodak não parou aí. Nos anos 1930 veio o Kodachrome, primeiro filme colorido. A empresa influenciou até mesmo nas guerras. Um filme desenvolvido por ela era capaz de detectar quanto de radiação os cientistas do Projeto Manhattan recebiam. Mais tarde essa tecnologia permitiu outras formas de análises clínicas, como o Raio-X.

Ainda no campo militar, a Kodak facilitou a espionagem com os microfilmes. Até mesmo as fotos da Lua, que vão completar 50 anos em 2019, foram produzidas com câmeras e filmes da empresa. Lucrando cerca de 4 bilhões de dólares nos anos 1970, a inovação era o que empurrava a companhia para frente. Mas foi nessa época que uma decisão errada foi o começo do fim.

Em 1975 Steve Sasson criou a primeira câmera digital, que fazia imagens de 0.1 megapixel. 11 anos depois já era possível fazer fotos de 1 megapixel. Em 1991 foi a Kodak quem fez a primeira câmera que permitia ao usuário ver o que seria capturado antes de tirar a fotografia. Até mesmo o padrão RGB saiu da companhia americana.

Por acreditar que as pessoas ainda preferiam imprimir suas fotos e pensar que a foto digital seria um mercado de nicho, nos anos 2000 a Kodak começou a encolher. Empresas asiáticas como a Fuji, Canon e Sony atingiram mais eficiência e foram enterrando aos poucos a americana.

As diversas patentes foram vendidas, processos desesperados contra concorrentes perdidos e o prejuízo operacional causaram a falência em 2012.

Sega

Duvido que você não conheça o Sonic. O simpático mascote da empresa japonesa foi, ao lado de Alex Kidd, o responsável pelo sucesso dos consoles da Sega. Os famosos Master System e Mega Drive competiram por anos com a Nintendo pela preferência do mercado.

Uma aposta errada com o Dreamcast acabou com a história de sucesso. Quando os videogames caminhavam para o uso de DVDs, a Sega insistiu nos cartuchos e perdeu espaço. A empresa ainda é importante no desenvolvimento de games, mas não tem a mesma relevância na produção de consoles.


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Xerox

Essa é uma história parecida com a da Kodak. O investimento em inovação esteve sempre lá, mas o que foi criado não se aproveitou. O Palo Alto Research Center foi o berço de tecnologias como os computadores pessoais, as interfaces gráficas, o mouse e muito mais.

A Xerox lançou em 1973 o que é considerado o primeiro computador pessoal, o Xerox Alto. Mas não colocou à venda. Somente em 1981 as pessoas puderam adquirir um computador da empresa, o Xerox Star. Eles eram caros, mas traziam tecnologia avançada para a época.

E aí que pode ter surgido o problema. Como os esforços para ter rentabilidade nessa área eram muitos, a empresa optou por não embarcar neste mercado. Escândalos financeiros nos anos 2000 diminuíram o tamanho da Xerox, mas ela ainda é bem vista no segmento corporativo, principalmente quando se fala em fotocópias, tecnologia que permitiu o seu crescimento.

Esses são apenas alguns exemplos de empresas que não inovaram. E você, lembra de outro caso como esses?

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