Avanço de tecnologia para aeroporto busca melhorar experiência dos usuários


tecnologia aeroporto
Redfox

Tecnologia. Aeroporto. A combinação dessas palavras resulta em um grande desafio para a mobilidade no Brasil. Os grandes centros aéreos se voltam para as inovações no intuito de acelerar os processos no portão de embarque e proporcionar mais conforto aos usuários. Eles investem na evolução de sistemas e equipamentos nos processadores para solucionar questões como excesso de bagagem e o fluxo por e-gates.

“Chamamos de processador cada etapa que o passageiro cumpre dentro do aeroporto”, explica Marçal Goulart, superintendente de Gestão de Operação da Infraero.

“O foco nos aeroportos é o desenvolvimento de equipamentos que performam melhor nos processadores em termos de bagagens, portão de embarque, escada-rolante, elevadores etc. Há algumas tecnologias que farão diferença ao longo do tempo, como monitoramento de volume de pessoas dentro do espaço de sala de embarque. Isso facilita cobrar da companhia que o voo embarque logo ou tome uma atitude em relação ao conforto dos passageiros”, complementa.

Hélgio Trindade, diretor de Mobilidade Urbana da Digicon, trabalha com soluções tecnológicas para promover a evolução dos aeroportos e aponta o atendimento como um dos principais focos para aprimorar os serviços.

“O que está em alta é a questão do autoatendimento. Cada vez mais, temos a possibilidade de melhorar a experiência nos aeroportos e passageiros com forma mais rápidas de ingressar nos aviões, fazer check-in, passar nos pontos centrais, despachar as próprias malas evitando excesso de bagagem. Os aeroportos buscam ampliar essa modalidade, favorecendo a questão da segurança”.

São várias soluções em desenvolvimento para esse fim. Para Eduardo Fleury, líder de Operações do KAYAK no Brasil, o avanço de tecnologia em aeroporto é fundamental para o processo de melhoria da experiência dos usuários.

A empresa não atua diretamente nos locais de embarque, mas disponibiliza aplicativos úteis para acelerar o fluxo antes mesmo da chegada ao local do voo. “A tecnologia tem sido cada vez mais importante para um bom desenvolvimento do setor de turismo e dos serviços aeroportuários. A nossa prioridade é colocá-la a serviço dos viajantes para que eles possam viajar melhor e com mais confiança. Fazemos investimentos constantes em inovação para trazer soluções para o planejamento das viagens”.

No aplicativo do KAYAK, há uma nova ferramenta que permite ao usuário fazer a medição dos pertences em casa para evitar excesso de bagagem.

A nova solução chega ao mercado simultaneamente a uma nova mudança de fiscalização das malas nos aeroportos. “A medição de bagagens é ideal para este cenário de fiscalização mais rígida que começou em abril. O recurso gratuito visa o uso de realidade aumentada para ajudar a evitar gastos extras com o despacho”, explica Fleury.

A nova lei de inspeção exige dos aeroportos equipamentos preparados para realizar a checagem das bagagens. A expectativa é instalar máquinas que possam fazer o procedimento ser mais rápido, como conta Goulart.

“Até 2020, passa a ser obrigatória a inspeção de 100% das bagagens. Além de equipamentos para sensoriamento, teremos que instalar máquinas de raios-X que façam as inspeções de bagagens dos vôos nacionais. Isso é requisito normativo. Teremos que reestudar alguns aeroportos e o sistema de bagagem por conta de espaço físico, para adequar e aumentar o número de esteiras”.

Novos sistemas favorecem a segurança do usuário

Os centros aéreos trabalham muito para evitar o acúmulo de passageiros nos salões e expandir a segurança. No que tange à tecnologia de aeroporto, os sistemas de gestão de fluxo são peças-chave no controle das informações, auxiliando a problemas antes e durante o voo.

Marçal explica que os sistemas atuam de várias formas, focando na excelência para que o usuário não se preocupe com a questão.

“Existem sistemas internos e externos. Os requisitos de segurança muitas vezes são coisas de bastidores que o passageiro não percebe. Em várias aeronaves, existem equipamentos que medem lâmina de água na pista e, a partir do momento em que chove, eu consigo ver o nível de água acumulada no pavimento. Então, eu informo à torre de controle o nível de segurança da operação. É o tipo de coisa que os clientes só percebem em caso de problema real, que afeta os voos”.

Redfox

O fator segurança é mais sentido nos procedimentos de embarque, quando há inspeção de metais ou confirmação de passageiros. Segundo Marçal, os equipamentos de raio-X estão cada vez mais potentes. “O passageiro que demorava 50 segundos para ser inspecionado, se bem entendido e lendo todas as informações do percurso para chegar ao equipamento, consegue passar entre 15 a 20 segundos, justamente pelo desenvolvimento da capacidade da máquina de leitura, que reconhece qual é o objeto e aponta a região do corpo onde ele está”.

Como foco em tecnologia para aeroporto, a segurança começa a crescer também com a questão do check-in em portões automáticos, onde o próprio passageiro consegue passar sozinho pelos processadores. Trindade afirma que a Digicon começou a desenvolver equipamentos de controle de passaporte e imigração com foco no conforto e segurança, buscando referências no exterior.

“Nesse segmento, temos visto bastante o uso da biometria, um recurso que está em teste em diversos aeroportos e vem sendo popularizado. Quando você faz o check-in, você coloca as informações do passaporte e o sistema faz captura a partir da biometria ou reconhecimento facial, que cria uma vinculação com a documentação. Você não precisa mais apresentar os documentos em todos os pontos de embarque”, ele aponta.

Com a biometria, Hélgio enxerga diversas vantagens para a experiência nos aeroportos, principalmente no que diz respeito à imigração. “Antigamente, havia muita fila para passar pela imigração. O agente tinha que verificar se o passageiro não tem restrição e colocar o carimbo. Quando você tem passageiros que estão desembarcando no próprio país, é desnecessário olhar essas informações. Hoje, existem equipamentos para verificação com chip e leitura facial que verificam tudo digitalmente e, se estiver tudo certo, já fazem a liberação em no máximo 30 segundos, diminuindo filas e custos”.

Evolução do check-in acelera o embarque enos aeroportos

Tecnologias como a biometria e o reconhecimento facial são apenas alguns exemplos da evolução dos procedimentos de check-in nos aeroportos. Para acelerar os processos, passa a ser importante que os usuários tenham conhecimento sobre as etapas dos processadores e consigam se movimentar com mais facilidade por eles.

“O passageiro precisa ter mais informação sobre o tempo que leva para se deslocar até o embarque, porque é muito comum ter dúvidas sobre as etapas. O trabalho de facilitar o processo tem sido um investimento grande para gerar conforto e praticidade”, contextualiza Trindade.

A comunicação, nesse contexto, passa a ser muito importante, não só para guiar os usuários, mas também para a própria equipe administrativa identificar os gargalos.

“Um sistema de radiocomunicação é fundamental para uma boa gestão. Ele dá a possibilidade de tomar decisões real-time, prover a melhor infraestrutura possível em tempo hábil e diminuir a distância de um ponto a outro ao instruir os passageiros. Com a adoção de sistemas digitais, há uma otimização da infraestrutura, com menor custo e maior capacidade produtiva”, conta Goulart.

A tecnologia de aeroporto ajuda a diminuir trocas de portões, uma questão que deixa o usuário confuso e, muitas vezes, irritado. Marçal enxerga o mapeamento como estratégia ideal para alinhar a programação do passageiro e evitar a mudança das aeronaves no aeroporto.

“O equipamento para fazer o controle é o deflow, que é um sistema de assessoramento para monitorar as pessoas dentro da áreas de controle e permite ter portões mais confortáveis, passando cadeirantes e pessoas com necessidades. Com ele, eu tenho um controle muito forte e seguro de tentativa de passar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O equipamento bloqueia as passagens e só libera confirma o cadastro”.

Em relação ao que pode ser melhorado em tecnologia de aeroporto, o superintendente de gestão da operação da Infraero aponta o check-in compartilhado como uma tendência no exterior que precisa ser mais praticada no Brasil.

“Algumas concessionárias já implantaram o check-in compartilhado e tem aguçado o passageiro pela praticidade e agilidade. Esse é um desafio que a Infraero busca implantar, porque é um elemento de sistema que dá capacidade de gestão grande. Eu consigo colocar controle de acesso / processamento dentro de embarque e gestão de deslocamento dentro do terminal, mapear por onde os passageiros passam e a frequência disso, além do timing entre check-in e portão de embarque. Quando eu tenho a informação, eu sei o interesse do passageiro no aspecto comercial e quanto tempo ele gasta em cada processador. Isso permite prever onde colocar os serviços no espaço para prover conforto”, explica Goulart.

Comments 0

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Avanço de tecnologia para aeroporto busca melhorar experiência dos usuários

Entrar

Don't have an account?
sign up

reset password

Back to
Entrar

sign up

Back to
Entrar
Choose A Format
Personality quiz
Series of questions that intends to reveal something about the personality
Trivia quiz
Series of questions with right and wrong answers that intends to check knowledge
Poll
Voting to make decisions or determine opinions
Story
Formatted Text with Embeds and Visuals
List
The Classic Internet Listicles
Open List
Submit your own item and vote up for the best submission
Ranked List
Upvote or downvote to decide the best list item
Meme
Upload your own images to make custom memes
Video
Youtube, Vimeo or Vine Embeds
Audio
Soundcloud or Mixcloud Embeds
Image
Photo or GIF
Gif
GIF format