Criação de empregos em empresas de crescimento rápido


Criação de empregos é um desafio para novas empresas

Sawyer Sparks esteve no Shark Tank Estados Unidos em 2009 e recusou uma oferta de 300 mil dólares para levar sua empresa, a Soy-Yer Dough, para a China. Ele não aceitou mudar a produção de massinhas glútem-free da sua cidade natal, Bloomfield. Afinal de contas, seu foco era na criação de empregos por lá.

Nove anos depois, a empresa emprega apenas oito funcionários. Sparks diz que pode ampliar o quadro para 20 com o que fatura atualmente, mas não encontra profissionais capacitados em sua cidade. E revela um dilema para o Inc.com: “Meu lado empresário sabe que preciso investir em máquinas. Mas o meu lado humanitário quer ser capaz de criar novos empregos”, conta o empresário.

Criação de empregos menor é uma tendência

O caso de Sawyer não é isolado. As empresas de crescimento rápido estão contratando menos, apesar do senso comum dizer que faturamento mais significa criação de empregos. Em 1997, 3% das empresas com 10 ou mais empregados apresentava crescimento de 20% ou mais no número de postos de trabalho em três anos, de acordo com o Bureau of Labor Statistics.

Os dados mais recentes, de 2012, apontam que esse número caiu em um terço. Foi neste ano também que a Fundação Kauffman apontou que a criação de empregos nos primeiros cinco anos de vida de uma empresa estava no menor nível desde os anos 1990. Houve melhora nesta estatística, mas ainda não voltou ao apresentado na década de 1980.

Companhias que crescem rápido continuam as melhores geradoras de emprego, mas o número de vagas que elas criam está caindo. Isso tudo porque cada vez mais os custos com o quadro de funcionários diminui, graças à automação e digitalização de tarefas. Hoje, uma empresa que queira crescer sustentavelmente, deve crescer enxuta.

Scott Shane, professor de Economia na Western Reserve University lembra que administrações enxutas levam a crescimentos díspares. “Você tem uma empresa que ampliou em 50% o seu quadro de funcionários e triplicou sua receita. Se perguntar ao CEO se ele gerou novas vagas a resposta é sim. Mas não se leva em consideração que cada dólar de faturamento é conquistado com cada vez menos gastos com o quadro de funcionários”.

Encontrar os profissionais também é obstáculo

Pesquisas da Inc 500 apontam mais razões além da simples economia de recursos. CEOs reclamam da dificuldade de encontrar e manter os bons profissionais (mesmo problema enfrentado na Soy-Yer Dough). Ao mesmo tempo, os modelos de negócios criados para momentos de baixo desemprego e dificuldades para contratar são mantidos, trazendo escassez de vagas.

Existe ainda uma motivação mais pessoal para não contratar. Os comandantes das empresas não querem demitir pessoas. Principalmente em companhias menores, onde as relações são mais pessoais, ter que mandar alguém embora é pior do que não contratar, na visão dos ouvidos.

Artigo adaptado de Inc.com

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