Novos equipamentos de segurança investem em inteligência e automação


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O mercado de equipamentos de segurança aposta em inteligência artificial para automatizar o acesso e aumentar o conforto do usuário. Como tendências no setor, as principais soluções desenvolvidas se aplicam em sistemas de monitoramento, fechaduras eletrônicas e big data, entre outros.

A internet das coisas é uma técnica muito buscada pelos principais desenvolvedores de tecnologias, integrando os produtos à rede. Renan Antoniolli, executivo de Soluções e Projetos da Intelbras, cita como a ferramenta pode ser encontrada nos artigos disponíveis para o público.

“O foco agora é colocar inteligência artificial dentro do hardware dos produtos para fazer soluções inteligentes. Lançamos novos sistemas centrais de alarme e incêndio, fechaduras eletrônicas e diversas outras soluções que se comunicam para levar mais segurança e autonomia aos usuários”, afirma.

Esses equipamentos de segurança cumprem um papel importante para a necessidade do consumidor, que precisa controlar o acesso autorizado do fluxo de pessoas. “Existe a necessidade de limitar a entrada em empresas e condomínios. É importante estudar o projeto que o cliente precisa para orientar qual é a aplicação ideal em cada situação”, diz Tomazo Silva Burin, gerente comercial da uTech, que desenvolve soluções para segurança e telefonia.

Ele enxerga o uso de IoT como um caminho sem volta na autonomia do usuário. “As pessoas querem realizar ações de qualquer lugar e não só quando estiver em casa. Não ter que depender de um computador ou sistema interno é uma questão de praticidade e agilidade”.

James Love, corporativo de suporte técnico da Hikvision, tem a mesma visão. Ele acredita que o mercado deve gerar autonomia para o usuário a partir de inteligência artificial, desenvolvendo facilidades para os equipamentos de forma personalizada.

“Nossas soluções utilizam um algoritmo integrado dentro do equipamento para dar uma autonomia sem a intervenção do ser humano. Temos terminais de reconhecimento facial para portas e a parte de vídeo porteiro IP, com a qual você consegue atender o visitante em qualquer parte do planeta direto pelo celular. A aplicação funciona para todos os segmentos, mas é importante analisar a vertente e a necessidade”.

O tipo de demanda varia de acordo com o setor, que pode ser público, residencial ou comercial. Empresas que trabalham com big data e análise detalhada encontram mais oportunidades entre o governo e empresas. Daniel Feitosa, diretor regional da ISS no Brasil, explica por que isso acontece.

“Normalmente o mercado residencial só precisa de imagem, enquanto que o mercado empresarial tem mais necessidade de inteligência. As pessoas pensam que as demandas de analíticos são voltadas para o setor público, nas ruas, mas nós trabalhamos bastante com a área privada também”, afirma.

No Brasil, a procura por equipamentos de segurança inteligentes começou a crescer, mas esse aumento na demanda exige estratégias para adaptar o público aos novos produtos. Juliano Pavlak, analista de Desenvolvimento de Mercado em controle de acesso Home & Office da Intelbras, enxerga o foco na divulgação como uma ação fundamental para expandir o conhecimento e o interesse sobre as soluções.

“A Intelbras está fazendo um investimento alto em aculturamento para mostrar ao brasileiro que existem produtos inteligentes, que são confiáveis, bons e diferentes. É um mercado que está em expansão, mas muitos pensam que são tecnologias caras. A ideia é divulgar para que cada vez mais exista um ponto de contato para levar informação ao usuário final e fazê-lo entender que é acessível”, conta.

Sistemas de monitoramento inteligentes levam segurança às residências

A busca por equipamentos de segurança para monitoramento e acesso facilitado movimenta o setor residencial. São tecnologias que despertam a atenção conforme surgem novidades e novos modelos de aplicação.

“Pelo burburinho da tecnologia artificial estar em alta, o pessoal adota os sistemas mais pelo frisson do negócio do que pela utilização, mas depois percebe o real impacto das soluções. No controle de acesso por reconhecimento facial, por exemplo, eu não preciso mais parar na frente da porta. Posso caminhar em direção a ela e, ao entrar no campo de visão da câmera, ser reconhecido e ter a abertura automaticamente”, conta Antoniolli.

Com a evolução dos equipamentos de segurança, surgiu a modalidade de videoportaria, onde o próprio usuário pode controlar os acessos via celular. É o que explica Love. “Você faz o atendimento sem estar no local, porque o interfone chama no celular. Em qualquer parte do planeta, você consegue ter a comunicação com o visitante. Isso dá mais segurança porque, se não tem ninguém em casa, uma pessoa mal intenção pode tentar entrar. Pelo videoporteiro, você consegue ver quem está na porta pelo celular e estabelecer contato, afastando esse tipo de presença”.

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James ressalta que é preciso ficar atento à utilização dos equipamentos de segurança. Todo sistema de acesso é seguro, mas depende muito do usuário saber administrá-lo. “Nos sistemas por senha ou por QR code, a segurança depende muito para quem você passa o acesso. O sistema vai fazer a abertura para todos que tiverem a codificação, então você também tem que ter cuidado”.

Big data abre caminho para segurança pública

No quesito segurança pública, o big data é uma tecnologia que já facilita muito o acompanhamento das movimentações nas ruas. O uso de analíticos para cruzar informações acelera a detecção de ações suspeitas e criminosas, como explica Feitosa.

“Quando o big data entra em execução conseguimos detectar automaticamente carros clonados, veículos em comboio, provável rota de fuga, desova de veículos, placa fria, entre outros alertas automáticos. No mês de janeiro, conseguimos chegar a uma redução de 50% nos roubos de carro, com 94% de recuperação”, contextualiza.

Um sistema integrado do governo costuma gerar vários dados e alertas, mas, com o uso de analíticos, ele ganha mais valor. Eventos próximos podem ser correlacionados para identificar cenários mais amplos. Dessa forma, a população pode se sentir mais segura enquanto a segurança pública age nas cidades.

“Eu posso ter uma rua onde a câmera detecta uma placa de carro roubado e, na sequência, uma aglomeração de pessoas. O big data automaticamente consegue fazer uma relação entre os dois eventos e vai saber que eles estão ligados. É possível ter um panorama dos carros que estavam antes e depois para verificar se a possibilidade de comboios e comparsas. Assim funciona o big data, trazendo dados bem mais precisos”, exemplifica Daniel.


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