Os desafios e perspectivas do mercado de API


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Redfox

As APIs se transformaram em mais do que uma ferramenta de tecnologia. Hoje, possuem uma forte ligação com o cerne de qualquer empresa, tornando-se fundamentais para o sucesso no mundo dos negócios. Porém, o conservadorismo tradicional do empresariado brasileiro ainda é uma barreira a ser superada para melhorar as aplicações de API no mercado.

“Muita gente usa API, mas não no nível que deveria. À medida que a globalização força a abrir as portas, você precisa ser ágil. Tem que começar a pensar de forma mais estratégica”, explica Cezar Taurion, idealizador e curador do evento API Economy, que se propõe a discutir as tendências do setor nos negócios. Para ele, um ambiente de negócio muito fechado dificulta os processos de inovação, favorecendo uma legislação rígida no setor de tecnologia.

Embora não impacte diretamente no uso de APIs, esse cenário de leis mais duras pode interferir na produção das soluções.

“Podemos dizer que atrapalha indiretamente por dificultar o uso dos dados que impactam no desenvolvimento das ferramentas. Em outras palavras, não é impeditivo para a produção de API, mas sim no uso de informações que podem ser fundamentais para a resolução de questões a níveis de negócio”, afirma Gabriel Guerreiro, sócio e CTO da RedFox Soluções Digitais, empresa especializada em desenvolver sistemas e plataformas a partir de API.

O que é API?

A principal missão das APIs é gerar valores e resultados para as empresas, com velocidade e produtividade na melhoria de produtos. “É uma conexão de programas, de forma que você não precisa saber como um funciona para uni-lo a outro. Você apenas traça parâmetros na construção de ecossistemas rápidos para criar ambientes de negócios”, explica Taurion.

Apesar da barreira enfrentada pelos desenvolvedores por questões culturais do empresariado brasileiro, muitas empresas já enxergam as APIs no sentido mais amplo do negócio, conscientes na concepção intimamente  ligada a disponibilização de serviços. Esse novo cenário está intrinsecamente conectado com a transformação digital.

“As APIs são obrigatórias nesse processo. Como a ideia é aplicar um ecossistema mais sustentável na empresa como um todo e pensar em escabilidade, tanto técnica como de negócios, além de atender clientes customizados ou não, há dificuldade em fazer um modelo de crescimento de negócio sem essas ferramentas”, contextualiza Guerreiro.

Mercado de trabalho

Em um mercado cada vez mais consciente para a importância das APIs, é de se esperar que a demanda de vagas no mercado esteja em expansão. Porém, a qualificação de profissionais ainda não acompanha o ritmo.

No entanto, Gabriel, que coordena um time de desenvolvedores, acredita que a falta de conhecimento em API não é exatamente um impeditivo para entrar no mercado. “No geral, a quantidade de profissionais especializados está em defasagem, mas API não é um bicho de sete cabeças. Todo mundo pode aprender, é só correr atrás e estudar, porque os cursos estão muito focados nesse assunto. O que é exigência para o programador é ter noção de Javascript e outras ferramentas de tecnologia”.

Nesse contexto, os especialistas em API encontram um cenário cheio de oportunidades. Há muitas disponíveis para aplicar nos sistemas das empresas, principalmente  voltadas para redes sociais e pagamentos. “O B2C usa bastante APIs utilitárias. Tudo que impacta o consumidor no dia a dia e envolve API tem alto volume de demanda. Para gerar valor, depende muito do tipo de negócio e da área envolvida. As APIs servem de apoio e, para fazerem diferença, a empresa precisa focar na trilha de valor dela”, diz Guerreiro.

Segundo o CTO da RedFox, a tendência é usar o modelo de API para serviços de escalabilidade diversificada, como no caso das lojas virtuais, que têm trilhas como carrinho de compra, checkout e home, e também se conectam com redes sociais para compartilhamentos, por exemplo, e mapas para endereçamentos e rastreios.

Na mesma linha de raciocínio, Cezar Taurion aproveita o exemplo do Grupo Alibaba, da China. “O Alibaba é uma plataforma de conexão que permite comprar de uma empresa, a partir de uma API de pagamentos e você pode aproveitar até para escolher a empresa de logística. Dá para conectar serviços com softwares, ERP etc., sem se preocupar com a tecnologia”.

Ele ainda destaca o caso do Grupo Magazine Luíza, que se aproveita do modelo de gestão para aplicar na gestão financeira. “Na plataforma do Magazine Luiza, não há necessidade de escrever um sistema financeiro, porque eles usam o sistema do Itaú”.

Isso torna o varejo mais dinâmico, fundindo os conceitos de loja física e loja virtual. “Você pode comprar por aplicativo ou site e retirar na loja ou pode conferir os produtos na loja física e encomendar nas plataformas virtuais para entregar em casa”, Taurion contextualiza, falando ainda sobre as evoluções dos produtos. “As tendências em API também se encaminham para o mercado de blockchain, IoT e machine learning, com objetos que conversam entre si. A inteligência está na nuvem e a API consegue se conectar para fazer alertas e muito mais. É o ponto de conexão dos produtos para digitalizar a sociedade”.

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