Techolics participa de seminário de Sustentabilidade da Saúde pela Inovação


Sustentabilidade da saúde pela inovação foi pauta para evento realizado por Valor Econômico e Dasa

O jornal Valor Econômico e o Grupo Dasa, empresa de diagnósticos médicos,  promoveram na última quarta-feira (05/11) o evento “Sustentabilidade da Saúde pela Inovação“, com debates sobre a integração da tecnologia à saúde para reforçar a qualidade da medicina no Brasil. A Techolics esteve presente na realização e traz um especial com tudo o que aconteceu!

O seminário foi realizado entre as 8h30 e as 13h no Hotel Pullman em São Paulo. A equipe de organização teve o cuidado de oferecer um coffee de boas vindas na entrada e um coffee-break entre os debates.

Pedro Godoy em sustentabilidade da saúde
Pedro Godoy, CEO da Dasa

A abertura foi feita pelo CEO da Dasa Pedro de Godoy Bueno, que discorreu sobre a missão da empresa com o evento em sustentabilidade da saúde: “Esse evento faz parte de uma série de iniciativas da Dasa, marcando a virada de marca e de proposta para conectar, promover muito mais discussões e mudar o setor”, ele explicou, reforçando as dificuldades que a medicina enfrenta no campo da inovação.

Maureen Lewis em sustentabilidade da saúde
Maureen Lewis, CEO da Aceso Global

Na sequência, houve um keynote com a CEO da Aceso Global Maureen Lewis. A palestra teve foco no value-based care, com dados referentes ao custo e qualidade da saúde no Brasil. Maureen também citou modelos de valores usados no exterior e apresentou novas propostas para serem usadas no Brasil.

O evento “Sustentabilidade da Saúde pela Inovação” teve dois painéis de debate com a moderação de Cinthia Malta, Editora de Serviços & Tecnologia e de Tendências & Consumo do Valor Econômico.

Painel 1: A nova mentalidade da saúde

O painel inicial trouxe esclarecimentos sobre assuntos como a nova fronteira da medicina, os modelos baseados em valor e a interoperabilidade dos processos para a sustentabilidade da saúde. Participaram da sessão a Presidente da FenaSaúde (Federação Nacional da Saúde Suplementar) Solange Beatriz Palheiro Mendes, a Presidente do Conselho da ABRAMED Claudia Cohn, o Conselheiro da Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados) Fernando Torelly, o Diretor de defesa profissional da AMB(Associação Médica Brasileira) Carlos Alfredo Lobo Jasmim e o Médico e ex-Secretário Municipal de Saúde São Paulo Wilson Pollara.

Painel 1 em sustentabilidade da saúde
Da esq. para a dir.: Solange Beatriz Palheiro Mendes, Claudia Cohn, Carlos Alfredo Lobo Jasmin, Fernando Torelly e Cinthia Malta

Fernando Torelly falou sobre o contexto da qualidade do sistema de saúde do Brasil, ressaltando a importância de um esforço conjunto para buscar uma melhora nas condições financeiras do setor.

“A grande inovação na saúde suplementar é trabalhar com o compartilhamento de dados. Temos que aprender a trabalhar juntos e construir melhores resultados para a população”.

Carlos Alfredo ressaltou a eficiência do nosso modelo de saúde baseado em evidência, mas também apontou que acredita na implementação de um cadastro único como forma de melhorar a interoperabilidade. A ideia é que todos os dados do paciente estejam reunidos na nuvem de um sistema que possa ser acessado por todas as instituições médicas do país.

“É a única forma de evitarmos  o supercusto de exames, novas consultas e novos tratamentos que são reiniciados a cada vez que o paciente muda ou procura outro serviço para ser atendido. Nós temos um mapa único de saúde no país, que não é dividido em privado e público. O nosso sistema é único”.

Solange usou seu tempo para discorrer sobre a nova fase do sistema de saúde. Para ela, há uma convergência nos pontos de prioridade, que levam a pensar em novos modelos de assistência. Ela levantou dois desafios importantes para a implementação da atenção primária em saúde, ressaltando que o consumidor deve estar no centro das atenções dos modelos.

“Para iniciar, eu tenho que olhar para esse beneficiário e ver como convencê-lo a aderir, a reconhecer e ter valor nessa questão da saúde. A segunda questão é a dos profissionais da saúde. Médicos generalistas é 1% dos especialistas. Carece também essa formação profissional”.

Por sua vez, Claudia falou sobre a regulação do setor e a necessidade de uma nova mentalidade para focar na visão de integrabilidade.

“Quando a gente fala em nova mentalidade, nós temos também que sensibilizar o nosso governo, as nossas agências, para que a regulação seja ideal, para que não sucateie o sistema, para que todo mundo queira inovar com investimento e que tenha a coragem para isso”.

Por fim, o ex-ministro Wilson Pollara levantou a questão das filas nos hospitais e a necessidade de um programa de medicina preventiva. Só uma estratégia eficiente para resolver esse problema poderá guiar para a real sustentabilidade da saúde no país.

Os convidados participaram ainda de uma sessão de perguntas e respostas. Eles abordaram a importância em identificar os exames corretos para os pacientes da rede pública para evitar custos desnecessários Como as pessoas gostam de fazer exames de checagem, os profissionais e instituições devem ter critérios e controle sobre a real necessidade de cada procedimento, observando dados como o histórico do paciente.

 Painel 2: A tecnologia como motor da transformação

O segundo painel reuniu profissionais para debater o avanço tecnológico na saúde, bem como as novas possibilidades e as ferramentas disponíveis no setor. Participaram do grupo o Gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor Guilherme Machado Rabello, o Presidente do Conselho da Dasa Romeu Côrtes Domingues, o Ex-Presidente da Anvisa e Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Gonzalo Vecina, a Presidente da Optum Patrícia Ellen da Silva e o Presidente da ITMS do Brasil Roberto Botelho.

Painel 2 em sustentabilidade da saúde
Da esq. para dir.: Patricia Ellen da Silva, Romeu Côrtes Domingues, Guilherme Machado Rabello, Gonzalo Vecina, Roberto Botelho e Cinthia Malta

Guilherme abriu o debate com a importância da inteligência artificial e as novas ferramentas como alicerce para a sustentabilidade da saúde, tais como o machine learning e o deep learning.

“A gente vai entender que a tecnologia será mesmo motor dessa transformação e não solução. A gente tem que ter foco, porque a tecnologia nos encanta e ao mesmo tempo nos faz perder a capacidade de resolver a situação da rede”.

Gonzalo ressaltou que falta verba para a saúde e há a necessidade de transformar o paciente em parceiro. Para ele, a tecnologia deve ser usada para aumentar a eficiência do uso de recursos, sendo um booster dessa melhora. Ele ainda falou sobre o futuro com o uso do Big Data.

“Hoje temos dados e os torturamos duramente para conseguir alguma informação útil. O big data é semelhante, mas são os dados que nos procuram agora. É uma mudança interessante”.

Patrícia aproveitou para estender o assunto, reforçando que há muitos dados disponíveis. Então, é importante saber priorizar os problemas a resolver com essas informações, aproveitando-se do avanço da tecnologia. Ela apontou também três pontos do sistema de saúde no Brasil.

“Nós temos um Brasil que está envelhecendo muito, como os países superdesenvolvidos, nós temos o Brasil das doenças infecciosas que voltaram a crescer nos últimos anos e nós temos o Brasil das causas externas. São três sistemas de saúde completamente diferentes. A tecnologia é uma alavanca fundamental. Sem tecnologia, a gente não consegue resolver isso”.

Na sua vez, Roberto destacou a importância da telemedicina para facilitar o acesso da saúde em regiões sem médicos ou com pouca presença de médicos. É importante educar o paciente para que ele entenda para onde deve se encaminhar. Ele alertou também para os perigos da tecnologia, que pode atrapalhar a medicina se usada de forma errada.

“Os líderes formadores de opinião precisam estar sintonizados com a tecnologia que ameaça. Ela pode levar para um lado e para o outro. Essa tecnologia tem que ser guiada por uma mente e pela filosofia”.

Por último, Romeu da Dasa falou sobre os benefícios da tecnologia para todos, como a facilidade de acesso à saúde e a disponibilização de aparelhos importantes, como na radiologia. Ele ainda retomou a questão da telemedicina.

“Se uma região não tem médico, tem a telemedicina. Vai ser muito mais eficiente, então temos que ultrapassar essa barreira e o Brasil tem que caminhar nesse sentido”.

Já durante as perguntas do público, Patrícia pontuou que a telemedicina deve resolver uma questão importante, diminuindo filas nos pronto-socorros na medida que ajuda pacientes a se encaminharem para alas hospitalares corretas.

Outro tópico discutido foi a desvalorização dos pesquisadores. Gonzalo vê a necessidade de formar esses profissionais, pois as pesquisas agregam valor e desenvolvem novas tecnologias. Para Guilherme, o problema está na engrenagem do Brasil, que não incentiva o investimento de empresas.

O uso do blockchain na saúde também foi pauta. Guilherme acha que há bastante espaço para aproveitar a tecnologia, mas que o uso ainda não é compreendido na devida proporção. Patrícia pontuou que a área da saúde é a mais atingida por hackers no mundo e que é preciso aumentar a segurança e balancear a questão dos dados no setor.

Uma última temática abordada foi a ajuda da tecnologia para a medicina e na luta contra o retorno de doenças previamente erradicadas, buscando novamente a sustentabilidade da saúde alcançada no passado em relação à questão. Romeu ressaltou que o avanço da tecnologia trouxe diminuição de custos no sistema de saúde, citando como exemplo a retirada de tumores, que custava US$ 5 milhões e agora pode ser feita por US$ 1 milhão.

Guilherme avaliou o potencial de sensores nos smartphones, que já podem ser usados para muitas atividades. Com a devida atenção, poderá ser possível usar a tecnologia mobile até na realização de exames.

Sobre as doenças que voltaram a aparecer, Patrícia enxerga a tecnologia como estratégia para lembrar as pessoas a tomarem vacinas. Ela também acredita que a implantação de um sistema de agendamentos possa aumentar a efetividade das vacinas. “Quanto mais específico o atendimento, mais as chances de as pessoas aparecerem”.

Emerson Gasparetto em sustentabilidade da saúde
Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa

Para finalizar o evento “Sustentabilidade da Saúde pela Inovação”, o vice-presidente da área médica da Dasa Emerson Gasparetto agradeceu a presença do público e dos palestrantes, com um lembrete. “Não adianta ter intenção, tem que ter ação”.

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