Tecnologia na medicina: setor aposta em inteligência artificial, robótica e IoT para o atendimento e tratamento de pacientes


tecnologia na medicina

Os avanços de tecnologia na medicina abre muitas possibilidades para o futuro de tratamentos e cuidados médicos. A troca de ferramentas analógicas para os sistemas digitais transforma o setor ao permitir a aplicação de inteligência artificial na robótica medicinal, no acompanhamento de pacientes e muito mais.

Enquanto a ciência inova, os centros médicos procuram incluir a tecnologia em seus ambientes internos. “Esse caminho da transformação digital, de abandono dos modelos mais analógicos, de descomplicar, de buscar outros caminhos, é o que os hospitais e unidades médicas tanto procuram” afirmou Wagner Sanchez, diretor de graduação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) e coordenador do MBA Healthtech, no painel Health Thinking da primeira edição do Global Summit Telemedicine & Digital Health no Brasil.

Ele enxerga que não só as unidades médicas, mas empresas no geral ainda precisam mudar os processos internos para se alinharem ao que ocorre do lado de fora dos ambientes de trabalho, já que as inovações surgem cada vez mais rapidamente. “A quantidade de inovações tecnológicas vem acelerando nos últimos anos e vai acelerar ainda mais. Temos uma velocidade tão grande que as novidades surgem quando ainda nem experimentamos um produto”.

Inteligência artificial e robótica impactam no tratamento de pacientes

Muitos casos surgem para mostrar o poder da tecnologia na medicina e Wagner apresenta em suas palestras o exemplo da angolana Jacira, uma menina que nasceu com encefalocele frontal e precisava de uma cirurgia de certo grau de dificuldade.

Como a Angola não fornecia o tipo de cirurgia, a garota foi encaminhada ao Brasil por meio de subsídios. Aqui, ela recebeu o tratamento adequado graças à inteligência artificial. “Os médicos utilizaram um modelo anatômico em 3D para planejar a intervenção antes da cirurgia. A tecnologia vem como grande aliada dos médicos para que a cirurgia seja mais rápida e com menos custo”, contou Wagner.

Da mesma forma, a própria FIAP incentiva alunos a desenvolverem estudos de tecnologia robótica, além de promover o evento NEXT , festival de tecnologia e inovação que acontece anualmente no segundo semestre.

Entre as experiências, os alunos já desenvolveram um robô que entrega água aos pacientes sem derrubar ou amassar o copo e um braço robótico que se movimenta a partir de estímulos nervosos e musculares que chegam por sinais.

“Com a leitura de pulsos nervosos e musculares, nós conseguimos interpretar e mandar as contrações para o braço robótico, que é movimentado via Bluetooth. Ainda é lento, mas é um trabalho de graduação e é claro que pode avançar”, explicou Wagner.

Dispositivos wearable crescem no atendimento médico

Os dispositivos wearable são um caso notável de aplicação da IoT e de tecnologia na medicina. John Lima, coordenador de graduação e do MBA Healthtech, também participou do painel de Health Thinking e elencou uma série de índices  no corpo que podem ser monitorados por relógios e outras tecnologias wearable.

“Já conseguimos medir a frequência cardíaca, atividade muscular, nível de estresse, umidade e temperatura da pele, nível de atividade física, padrões de sono, período fértil das mulheres, nível de atenção e relaxamento e até nível de interação social”, lista.

Se você ficou confuso sobre o último item, John explica que é possível ter uma base de contatos diários de uma pessoa a partir de qualquer dispositivo inteligente. “Existe trabalhos mostrando que a quantidade de conexões do seu celular  com antenas pode ser acompanhada por aplicativos. A partir daí, eu posso fazer uma análise se essa pessoa tem algum índice de depressão ou ansiedade, por exemplo”.

Os dados coletados pelos dispositivos e aplicativos são muito importantes para acompanhar a saúde do paciente, favorecendo inclusive um tratamento à distância e o que se define como telemedicina.

Telemedicina tem chatbots como aliados

A telemedicina é um sistema que permite a realização de exames e atendimentos à distância, fazendo uso de tecnologias digitais. O conceito inclui atendimentos eletrônicos automatizados a partir de uma inteligência artificial chamada chatbot para a comunicação com os usuários.

“O chatbot é um ‘pergunta-responde’ humanizado, que utiliza conceitos de inteligência artificial para ampliar essa capacidade (de comunicação). Estamos vendo o surgimento de muitas soluções novas de telemedicina para fazer triagens e pré-atendimentos com essa tecnologia”, contextualizou John.

Para ele, as pessoas muitas vezes nem percebem que estão falando com um robô nos aplicativos. Os chatbots estão presentes na maioria dos devices inteligentes, como os próprios wearables e os assistentes pessoais de smartphones. A tendência é aumentar cada vez mais a importância deles na medicina e em todos os setores, tornando-se cada vez mais atrelados ao cotidiano.

“O chatbot fala de um jeito humanizado, mesmo sendo programado. Ele consegue fazer variações das respostas para não parecer robótico, é programado para que a pessoa tenha uma resposta mais humanizada. Poderia ser mais rápido do que é, mas os programadores fazem de propósito para criar essa percepção”, John explicou por que há uma pequena demora para a chegada da resposta.

Biohacking une tecnologia e corpo humano

A tecnologia na medicina tem no biohacking uma ramificação de alto impacto, que é uma forma de interferir no organismo para que as atividades sejam melhoradas.  “Quando eu falo de biohacking, eu estou falando bio/vida e hacking/hackeamento, no sentido de ler, interpretar. A tecnologia pode, de fato, ampliar através dos sinais dos nossos sentidos ou corrigir alguma coisa”, define John.

O coordenador cita dois exemplos que transformam vidas: os implantes cocleares e os olhos biônicos. No primeiro caso, os sinais são transformados em áudio, enquanto que os olhos biônicos devolvem a visão a pacientes com dificuldades de enxergar.

Mas o biohacking vai além. Os membros biônicos são implantes que permitem facilmente elevar o padrão de vida de pessoas que nasceram com más formações ou perderam partes do corpo em acidentes ou por conta de doenças.

Wagner trabalha com projetos que utilizam sinais do cérebro para ativar comandos em objetos inanimados, incluindo braços robóticos. Atento aos estudos na área, ele exemplifica como o biohacking pode elevar a qualidade de vida de alguém a partir de um caso de Parkinson. “Temos um senhor com eletrodos dentro do cérebro e um eletrodo conectado a um dispositivo. No momento em que o médico ativa o aplicativo, uma microdescarga é ativada no cérebro e ele consegue reestabelecer o controle das mãos”.

O biohacking é uma parte da tecnologia na medicina que propõe a elevação do padrão de atendimento e tratamento de pacientes. Para os médicos, significa um trabalho mais consistente e assertivo no combate aos problemas de saúde. Em um futuro não muito distante, a disrupção na medicina deve colocar a sociedade em um contexto digno de ficção científica!

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